quinta-feira, 1 de maio de 2014

Um presente




O pai ofereceu-me a máquina de escrever dos anos 70 e porque sou eu que lhe tenho o maior carinho, em melhores mãos não podia ficar. Sem um único risco ou defeito, transforma-se numa malinha de mão de cor azul cheia de recordações da minha infância e adolescência. Adoro-a. É um objecto vintage que eu assemelho a um automóvel sem direção assistida. São necessários dedos musculados para dedilhar aquelas teclas de esqueleto metálico e escrever uma dúzia de linhas. É uma luta. Parecia tudo muito mais fácil quando às escondidas escrevia cartas para as amigas e brilhava. Era top e supermoderno. Colocava-nos no patamar da alta tecnologia e o mais próximo de parecermos pertencer a um país desenvolvido.


mz




Fotografia: mz

22 comentários:

✿ chica disse...

Tive uma dessas azuizinhas e práticas de carregar! Adorava!! Belo presente e lembrança!abraços,lindo dia! chica

Laura Santos disse...

Aaah, eu também tenho uma, é a Erika, e está agora a decorar o quarto da minha filha que adora coisas antigas...:-)
xx

Alice disse...

O meu pai também tinha uma e vendeu-a porque a achava inútil e ultrapassada. E eu também gostava tanto dela!

mz disse...

Portáteis e práticas!
Obrigada Chica,
bjs

mz disse...

Os objectos "vintage" estão muito na moda. E essa Erika deve ser bem bonita :)

mz disse...

Alice, que pena ter sido vendida. Hoje ias adorar tê-la.

manuela baptista disse...

muito bonita a máquina de escrever!


agora coloca-nos no patamar das boas memórias

Paul Auster também as adora

:))

um abraço, Mz

mz disse...

É verdade Manuela.

Paul Auster e a sua Olympia.

Os objectos fazem parte de nós, da nossa história de vida e acabam por ser muito mais do que "coisas" inanimadas.

Um abraço para si também.

Pedrasnuas disse...

Subscrevo a frase :

"Os objetos fazem parte de nós, da nossa história de vida e acabam por ser muito mais do que "coisas" inanimadas."

Valem muito mais pela carga simbólica do que por qualquer outra razão...
Bj

Carolina Tavares disse...

Os tempos mudam, mas fico feliz de estar contigo tal preciosidade, e porque me parece muito feliz com a prenda. As tuas palavras sorriem.

Beijos

Mariavaicomasoutras disse...

Aprendi dactilografia numa máquina dessas onde os dedos aplicavam a sua força, a sua sabedoria até com os olhos fechados e onde através de pressão via-se o prazer e a sensualidade do que se escrevia...em contraponto hoje deslizam-se os dedos e a asneira torna-se mais rápida(o que vale é a correção automática...o que nas velhinhas máquinas não existia e mais uma vez era o cuidado e o carinho da escrita que imperava).

Pérola disse...

E eu cheguei a tirar curso de datilografia, um 'must' na altura.

tenho saudades...

beijinhos

Rui Pascoal disse...

Teclado HCESAR, só pode.
:)

Bom fim de semana!

mz disse...

HCESAR, exactamente!

:)

Bom domingo.

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Há coisas que, de uma maneira muito própria, nunca sairão de moda :)

:)

Lilá(s) disse...

Que giro, a minha irmã também tinha uma, teve direito a ela porque era mais velha mas, quem a usava era eu, a curiosa da família...e que bem me dava com ela, cheguei a escrever pequenos contos!
Bjs

João Roque disse...

Há coisas que devemos guardar para sempre...

mz disse...

Também concordo.

irene alves disse...

Foi no ano de 1956 que comecei a
escrever à máquina, tinha 9 anos.
A partir daí escrevi em vários tipos de máquinas até chegar o
computador. Tenho realmente alguma
saudade de certo tempo...
Um gosto estar no seu blogue onde
me registei. Voltarei sempre que
possa.
Saudações
Irene Alves

mz disse...

Irene, é gosto tê-la por cá e prometo que vou tirar mais fotos a gatos que por sinal também gosto muito.

O seu percurso é histórico!
Poderemos dizer que passou as fases mais remotas da escrita artificial e deve ter muito para contar. Deve ter também um diploma daqueles antigos...

Abç

. intemporal . disse...

.

.

. em melhores mãos . quando maior é o coração .

.

. comovente . e digno do maior respeito .

.

. (grato pela visita) .

.

. um beijo .

.

.

mz disse...

Foram as "Histórias Com Mar ao Fundo" que me levaram ao "Intemporal"

Obrigada