terça-feira, 27 de junho de 2017

Presente do Céu.


Texto e fotografia,Mz


Entre as 21:00 e as 21:30 sem filtros, este céu espantoso 
e, a passagem da Lua Nova para Quarto Crescente.

domingo, 25 de junho de 2017

Porto, Portugal

Texto e fotografia,Mz


A festa do olhar é nas casa encavalitadas e coloridas, é no porte majestoso dos monumentos, é na pedra, é no rio, é nas embarcações e nas pontes.  
É a chancela da arquitectura e paisagem portuense.

É a cidade cidade do Porto noutra perspectiva; 
do teleférico de Gaia,
 Gaia ao Mosteiro da Serra do Pilar. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Solstício de Verão 2017

Texto e fotografia,Mz


A celebrar o dia mais longo do ano com borboletas no jardim,
exaltando a beleza e a vida e,
 pensando também,
no quão curta elas podem ser.

Um minuto de silêncio


Texto e fotografia,Mz



Na sequência da maior tragédia dos incêndios em Portugal 
Pedrogão Grande, 
um minuto de silêncio


terça-feira, 13 de junho de 2017

Santo António, festa de amigo.

Texto e fotografia,Mz



Fui ao largo de bicicleta, levei um vestido estampado, um fundo azul com pezinhos de cereja, calçada com sapatinhos de dança, aqueles de fivela sobre o peito, do pé pois claro, que no outro, onde cabe o coração, nesse peito, tenho laços. De ti, tenho fé, ternura e devoção, oh meu rico Santo António. O ano passado, perdi-me na água fresca, naquela bica com o painel de azulejo e nem te escrevi de tanto te ver ali. Por isso, resgato este hábito de te exaltar nas palavras, numa tentativa redentora,  a forma escrita de que são feitas as cartas. E, nesta minha terrena alegria de quem vai à festa de um amigo, deixo-te cravos verdadeiros do meu quintal, sem quadras nem manjericos.

Boas festas.

domingo, 11 de junho de 2017

Fresco agitar

Texto e fotografia,Mz



Os arrozais estão assim; frescos, jovens, tenros, como se o sol não escaldasse ontem, como se a terra não chore por água noutros cantos. Aqui, ainda madrugada, nesta hora já dia de sinos quietos, a claridade desperta quem dorme sem sobressalto, mansidão quieta num afagar de pernas e almofadas quentes do sono. De andar ligeiro, vim aqui eu, agitar, este branco esvoaçar.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Lua Cheia de Junho


Texto e fotografia,Mz

Como uma aguarela em tons de azul,
 não resisti a esta "quase" lua cheia de Junho, 
que será plena,
 apenas amanhã.


(fotografada hoje pelas 21h:32m e 21h:33m)

terça-feira, 6 de junho de 2017

Uma ilusão

Texto e fotografia,Mz



É feio ao primeiro olhar, o mundo brutal de fungos e bactérias decompositores da biosfera. Fumarola de gases putrefactos que repelem por natureza e nos afastam deste monte deformado. Mas vejam como o pensamento pode transformar-se colocando a lente no lugar certo, o foco nos fungos azuis. Generalizando, os eternos e mágicos cogumelos num reino de ilusão. Matéria bruta para inspiração de ilustradores e escritores do mundo encantado das histórias que adormecem crianças. Uma realidade que alimenta  sonhos pequeninos. Uma ilusão. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Junho cheio de fruta

Texto e fotografia,Mz


Abre-se Junho com  a fruta no olhar.
É o quintal a prometer fartura e o gosto mais fresco, suculento e cheio de vitamina.
É o meu quintal colorido, entoando um pregão;
Morango
Framboesa




domingo, 28 de maio de 2017

Depois da chuva


Texto e fotografia,Mz



Como diamantes, na esperança que o dia se justifique belo,
num presente à contra luz.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Água lisa ao balcão



Texto e fotografia,Mz



Choveu e limpou o pátio. Ontem pedi que a chuva viesse sem mentira; que  tolice minha, porque a chuva não endromina, e endrominar é um acto de consciência moral que apenas o ser humano possui. A chuva não engana, é um fenómeno da troposfera e, ainda que, a probabilidade de cair chuva seja certa, pode não chegar aqui. São maravilhas, que da ânsia humana, se transformam no paradoxo do querer tudo quando bem queremos, do “sol na eira e chuva no nabal” por isso, não creio que o meu pedido seja atendido como quem pede água fresca, só porque apetece um refresco sem calorias. Água lisa. Mas a chuva veio e parece tudo mais limpo, tudo mais calmo, não se ouve um corvejar, acho até que os corvos, esses gananciosos, esgrouviados ainda estão recolhidos. Aqui, na minha cozinha, neste meu balcão de desejos, partilho esta voz e as rosas mais maravilhosas do quintal que me deslumbraram ontem ao chegar e, também uma estranha contradição de um sentimento egoísta de privar a chuva de as tocar.