terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Neste silêncio da Serra

Texto e fotografia,mz




E se a terra nos treme, acorda-nos. Lembra-nos que somos dela, e seres tão pequeninos que somos, é tão grande a arrogância da inteligência que temos. Neste silêncio da Serra, lá no topo mais alto, congela-nos a soberba e ficamos rendidos. O branco é como se fosse paz congelada onde os silêncios são ventos que cortam, e a paz, não existe efectivamente, porque sentimos uma declaração de guerra ao corpo. Se ainda o sol aparecesse como bandeira de tréguas, permaneceríamos mais um pouco, mesmo sabendo que os inimigos persistiriam, fingindo-se mansos de beleza soalheira.

Serra da Estrela, Portugal


 

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Lisboa, Belém

  
fotografia,mz

 Lisboa junto ao Tejo, continua a ser mágica e deslumbra-me sempre.

Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia aqui 
visita ao interior - Bill Fontana shadow soundings e Tensão & Conflito arte em vídeo após 2008
Museu da Electricidade aqui
Monumento, Padrão dos Descobrimentos aqui
Museu de Arte Popular, Lisboaqui 
visita ao interior -  exposição Escher
Centro Cultural de Belém aqui 
Farol de Belém (falso farol) aqui
Torre de Belém aqui 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Janeiro, Ano Novo.

Texto e fotografia,mz



Funde-se o tempo velho com o tempo novo, a ilusão do fim e do início, a repetição da aparência do princípio de tudo. Entra-se como uma neblina a esconder o futuro e, ainda assim, destemidos e revigorados, de peito cheio de esperanças, erectos como homens e mulheres recentes, prontos a receber o peso do novo tempo e, dispostos a carregar mais emoções e vida. E cedendo o corpo e a alma, somos cada um, barqueiro que se vai curvando lentamente na viagem dos meses, até ser novamente, fim e início.

Um feliz ano novo!