sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Sem Cor



Arrebatador. É como um feitiço sem cor, e quando menos espero, seduz-me de uma forma apaziguadora. Cinzento este que enxergo inexplicavelmente como se fosse a palidez do mundo. Neutro. Sem tentações. Como o desligar de um motor. Parar para escutar. Parar para ver. São outros sentidos. E perseguem-me estes tons como um mandato poderoso de me reconciliar com o que quase deixo de ver, ou que se tornou banal.
Em pequenas doses, não me deprime a ausência da cor. Não me torno basalto ou xisto, fria por natureza. Opaca. Triste. O riso não pára. Quiçá, talvez eu sorria brandamente, e sem querer me avizinhe da quietude. Da paz. Atrevo-me a dizer que quando nos tiram a cor, não se morre.
Mz
Fotografia: Parque Florestal de Monsanto
Do Blogue  de fotografia Diário de Lisboa

24 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Bom dia
As cores e a vida. Aquilo que ouvimos e mos faz vibrar.
A nossa aceitação e habituação de tudo o que nos rodeia.

Parece-me que nem todos se deixam dominar pelas cores cinzentas do "sempre foi assim"

Hoje mais do que ontem é preciso que eu saiba para onde vou e como vou sem permitir que a globalidade tome conta de mim.

✿ chica disse...

LINDO! Não podemos morrer pela falta da cor. Mas ir atrás de novas nuances para vida... beijos,chica

Rafeiro Perfumado disse...

Preto e branco não deixam de ser cores...

Laura Santos disse...

Bonito texto. Muito sucinto e límpido.

Carolina Tavares disse...

Diferente do que tu descreves em sua percepção da ausência de cor, a letra da música sem cor trás outra perspectiva.

http://letras.mus.br/dr1ve/1722007/

Beijo

Mz disse...

L.R.Coelho Coelho, ainda bem que nem todos nos deixamos dominar pelo "...sempre foi assim..."

Mz disse...

Chica, a falta da cor por breves instantes e que nos leve à tal nuance da existência de uma outra realidade.

Beijos e bom carnaval por aí :)

Mz disse...

Rafeiro P.
Newton, ler Isaac Newton :)

Mz disse...

Laura Santos,
a fotografia guiou o meu texto.
Obrigada.

Mz disse...

Carolina T.
Adoro essa música. Linda!

Perspectivas diferentes tornam o mundo muito mais interessante.

Beijos

Carolina Tavares disse...

Tem desafio para ti lá no blog. Ficas à vontade.

Beijos

O Fulano disse...

A cor baralha e o excesso de cor dá náuseas. A magia do jogo de tonalidades tem tão mais encanto.

João Roque disse...

Há mesmo coisas em que a ausência de cor é preferível.
Embora haja magníficas fotos coloridas, as obras primas da fotografia são a preto e branco.
E quantas vezes algo sem cor, se torna "colorido" pelas diferentes tonalidades do preto e branco e pelos contrastes que vai havendo...
Tudo depende dos olhos com que se veêm as coisas.

Mz disse...

Carolina, vou espreitar, até já!

Mz disse...

O Fulano, é como tudo... o que é demais enjoa.

Bem vindo aqui.

Mz disse...

João, sim, concordo. Depende dos olhos e também do estado de espírito no momento.

Lilá(s) disse...

Oi, você aí, cadê meu comentário? sumiu? coloquei ele direitinho disso tenho certeza, agora não o vejo! pirataria no Tejo será?
Bjs

Lilá(s) disse...

Oi, você aí, cadê meu comentário? coloquei ele direitinho disso tenho certeza e agora não o vejo!!
pirataria no Tejo será?
Bjs

manuela baptista disse...

avizinhamo-nos da paz

como a gota de água na agulha do pinheiro

um abraço, Mz

Mz disse...

Lilás, só recebi este que saiu em duplicado :)

O Tejo roubou...

Bjs

Mz disse...

Manuela Baptista, tu também sentiste isso!

Abraço

Mz disse...

Manuela Baptista, tu também sentiste isso!

Abraço

Mary Brown disse...

A ausência da cor da-nos oportunidade a sonhar. Beijinhos

Mz disse...

Eu incluo-me nos que ainda têm sonhos, felizmente!