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quinta-feira, 1 de julho de 2021

Uma espiã de momentos.

 




Que o sol me ilumine com a suavidade certa, e eu fico horas por aqui. Que a lua me ensine a ser paciente até que nasça outro dia e me vista de intrusa. Sem culpa. Sou uma espiã de momentos.


  (clicar na fotografia para melhor imagem)

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Uma luz na minha vida.






Os negros são portas, onde, das sombras, nascem estrelas que entrelaçam a minha alma. 
Fotografar é uma luz na minha vida.



quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Pose no coração.



Foi um desassossegado tempo parado em dias de confinamento. Nunca pensei fotografar pássaros num estúdio inventado - das coisas velhas, das tias - um chapeleiro que se virou ao contrário e transformou-se em bebedouro de pássaros. No frenesim, ou na lentidão das voltas das avezinhas que sobrevoavam o laranjal, um descanso de asas e o bebericar no meu chapeleiro louco. Depois, veio o desconfinamento, as lojas a abrirem e comprei um coração para dar uma graça ao meu estúdio inventado. Hoje, com o coração a desmaiar de cor, partilho estes passarinhos juvenis, crias dos que por cá passaram.


(Chapim-azul (Cyanistes caeruleus),


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Birwatching, (8) Inverno.


Quando o tema são aves, a observação pode até ocorrer sem sairmos de casa. As grinaldas de Natal foram recicladas e penduradas nas árvores do quintal onde vamos colocando fruta, pois este tempo de inverno é escasso de alimento para os passarinhos. E desta forma, nem sempre tão natural da vida selvagem, eles vão chegando em dias de sol e de chuva.


Toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla) fêmea
*as fêmeas têm o barrete ruivo, nesta diferença só os machos têm o barrete preto aqui
Pardal-comum (Passer domesticus) (macho)
Chapim-azul (cyanistes caeruleus)



quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Aguarelas de inverno



Vestem-se assim,
 - as árvores -
 um sopro de pó, uma transparência colorida na dureza do inverno. 
Corajosas, 
agarradas à terra abrem os braços aos pássaros enquanto esperam os rebentos
 .seus.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Padrões da floresta



Cada um, aos seus olhos, cria enredos e crónicas com os padrões da floresta. Entrelaçados - folhas, troncos, e estas extraordinárias cores de inverno; é como ficar envolto num emaranhado e inventar um arvoredo que nos engole e mastiga o imaginário. 


Floresta que acompanha o Vale Glaciar do Rio Zêzere - Serra da Estrela


sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Birdwatching (2)




É uma Felosa. 

Muita serenidade, muito passada dada com a suavidade precisa, e a sorte de encontrar estes juniores esfomeados. Hora da refeição.
 Manhazinha cedo, e mesmo assim, já com o sol alto e forte que queima a fotografia. Um alvoroço no ar e cantorias animadas. Foi sorte dupla, porque quando não cantam, escondem-se nos juncos ou na vegetação alta. Mais fáceis de observar, quando cantam!

É a partilha deste meu passatempo de observadora deste mês de Agosto.



domingo, 6 de maio de 2018

Chapim-azul

Texto e fotografia,mz



Hoje, o meu primeiro Chapim-azul é para lembrar as tias. Alegres como estas cores, de olhares vivos, peito farto e vaidosas nos colares.
Neste dia quente e a idade adiantada, o frenesim balança entre uma sesta, e a sesta ganha. O Chapim é para as tias pelos riscos em papel de seda que era de pássaros e flores no linho dos lençóis e das toalhas bordadas. A paciência da minúcia das laçadas, os contornos e os cheios, os nozinhos e o matiz, e as cores suaves para que lhes embalassem os sonhos da noite, quiçá.
Queridas tias, tantas horas, tanta paixão nesta arte dos enxovais. O direito e o avesso na perfeição e num instante, o virar de um copo de vinho nas toalhas e os suores nas almofadas. O amor real a sujar esta arte, como assim deve de ser, pois então!


a rondar a ameixeira do quintal.

terça-feira, 27 de março de 2018

Curia Golf Clube - Portugal

Texto e fotografia,mz


Desporto e biodiversidade.
Curia - aldeia termal de Portugal


(a descobrir Portugal - com votos de boas férias de Páscoa)
aqui 

sábado, 17 de março de 2018

Garça em espelho de água.

Texto e fotografia,mz



O dia fez caretas. Fez vento e calmaria. Fez sol, fez sombra, foi liso de cor e amarfanhado de nuvens. Foi azul, foi cinza, choveu, chuviscou e deu tréguas. Sol e frio. Preto e branco. Lembra-me tranquilidade e desassossego, altivez e humildade, coragem e desânimo, convicção e dúvida. O mesmo dia, o mesmo espelho e a Garça sempre branca. Em nós, também há dias assim; soltamos o riso ou acabrunhamos.