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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

A floresta perto de casa.

 






  Ter a floresta perto de casa e, a sorte de poder oxigenar o cérebro.
Terapia sem preço em tempo de confinamento social.


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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Dentro da Floresta.

 





Decidi adaptar o meu chapéu de forma a poder ver melhor as coisas; cortei em tiras e encaracolei um pouco as exageradas abas largas. As árvores, deram-me uma alcunha e batizaram-me de imediato. O Castanheiro e o Carvalho, abanaram as folhas com assentimento e, deram ordem ao Pilriteiro para me corar as bochechas. Fiquei a ser conhecida como a Farfalhuda dos Caracóis. Na alegria e no discernimento, fui apresentada a muitas espécies. O vento assobiou desconfiado… 

No livro das folhas verdes, é o silêncio que nos resgata o verdadeiro entendimento da mensagem da floresta. Aprendemos a gostar do áspero Tojo amarelo, das folhas mortas e, das lamas quando chove. A desengraçada manta suja e bafienta, regenera-se quando chega a hora e, passamos a pisar flores.

IV - Livro das Folhas Verdes

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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Reino Fungi




No livro das folhas verdes, é obrigatório usar chapéu. 
Neste lugar nada se compra, tudo nos é oferecido, por isso se entrares neste reino, tens bengaleiros com as mais variadas espécies de resguardo para os pensamentos. 
A escolha é feita em sintonia com a tua emoção e, com o tamanho dos teus sonhos. 

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II  - Livro das Folhas Verdes

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Uma luz na minha vida.






Os negros são portas, onde, das sombras, nascem estrelas que entrelaçam a minha alma. 
Fotografar é uma luz na minha vida.



domingo, 3 de fevereiro de 2019

Padrões da floresta



Cada um, aos seus olhos, cria enredos e crónicas com os padrões da floresta. Entrelaçados - folhas, troncos, e estas extraordinárias cores de inverno; é como ficar envolto num emaranhado e inventar um arvoredo que nos engole e mastiga o imaginário. 


Floresta que acompanha o Vale Glaciar do Rio Zêzere - Serra da Estrela


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A floresta na aldeia

Texto e fotografia,Mz



A aldeia com duas faces, uma moeda e dois cunhos diferentes. O rio, com toda a biodiversidade que lhe é característico e que vos tenho falado. Os arrozais, as cegonhas, as garças, os corvos, e os menos visíveis; os insectos, os répteis, os lagostins e toda uma vida submersa nos pântanos – verdes intensos e cheiros molhados. Depois, a floresta. A terra castanha e outro verde, aroma de musgo seco, pinho resinoso, o adstringente do malfadado eucalipto e os carvalhos com bolotas ainda pequeninas. Começa a despontar agora, a urze, que lá para Outubro, pela festa da Nossa Senhora do Rosário, parecendo milagre, lança pela terra infindáveis tufos de cor lilás. E ainda temos amoras nos lugares mais sombrios, esta selvagem doçura que nos seduz o palato; espinho e veludo, tal como a vida, uma moeda de duas faces e esta minha aldeia que vos conto, agora em Setembro.