quarta-feira, 14 de abril de 2021

12 anos de Blogue.


As gaiolas que tinha dentro de casa, pendurei-as nas árvores. São decorativas. Os pássaros entram e saem em liberdade e nós observamos. Observamos e olhamos a leveza, a destreza dos voos e, conversamos sobre a ignorância que têm deste confinamento da humanidade; nossa casa, nosso cárcere.

Dois aniversários em confinamento social e, a fotografia escolhida para esta reflexão. A todos, muito obrigada. Eu, Afetos e Dúvidas continuarei por cá.


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segunda-feira, 22 de março de 2021

A minha primavera.

 





A minha primavera tem cor da luz,

Um branco com uma pontinha de sol.

Um amarelo suave que os pássaros trazem na ponta do bico.

A minha primavera, tem a cor da luz e das primeiras flores.


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quinta-feira, 18 de março de 2021

Conversas ao postigo.

 


Com os sorrisos escondidos em máscaras de pintinhas, plissam os olhos de alegria e oferecem-me alfazema. Contam-me as tias. As minhas tias confinadas. Contam-me que acariciam vezes sem conta os gatinhos que lhes sobem para o colo. A calçada da entrada, já tem rasto de chinelo, uma estradinha arada de passos cansados, como as batidas do coração. Dizem ter os sapatos de saltinho, guardados em bolsas de pano cru, por causa dos bolores. Enfeitam os cabelos com os rolos antigos, cor-de-rosa e, em cada onda que lhes fica, navegam as memórias e estas conversas ao postigo. 


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domingo, 7 de março de 2021

Flores e pássaros.

 






 Trazem o vento nas asas e, um desejo de água doce. 
Namoram flores com vestidos cor de rosa e deixam segredos de março; poesia.


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segunda-feira, 1 de março de 2021

Tulipas do quintal.

 





Gosto de vasos no quintal e de bolbos escondidos na terra para depois ver esta explosão de março. Outras flores virão, assim como os pássaros…

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sábado, 27 de fevereiro de 2021

Quando os caminhos se fazem rios.

 

Quando os caminhos se fazem-se rios, anda a terra grávida de água do céu. Abraça-se esta água com a terra, para dar à luz os barcos pequeninos onde cabe apenas um só homem. Quando os caminhos se fazem rios, afogam-se as pedras, os musgos e as ervas num sepulcro profundo, até ser primavera.


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