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segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Birdwatching - verão e outono.

 









(clica na fotos para melhor imagem)

 *

Procuro o

som dos pássaros

e deixo-me ficar, até que se agite um bater de asa.

Não peço que entendam

Este vício de estar quieta

Nas madrugadas de verão


*


Porque ando atrasada com as minhas partilhas no blogue, deixo estes passarinhos observados no verão e no início do outono deste ano.

Pisco-de-peito-azul

Andorinha-das-chaminés

Bico-de-lacre

Chasco-cinzento

Papa-moscas-preto

Cartaxo-nortenho

Pintassilgo

Bispo-de-coroa-amarela



sábado, 27 de fevereiro de 2021

Quando os caminhos se fazem rios.

 

Quando os caminhos se fazem-se rios, anda a terra grávida de água do céu. Abraça-se esta água com a terra, para dar à luz os barcos pequeninos onde cabe apenas um só homem. Quando os caminhos se fazem rios, afogam-se as pedras, os musgos e as ervas num sepulcro profundo, até ser primavera.


(clicar na fotografia para melhor imagem) 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Birdwatching em casa.




Montamos um cenário ao nosso gosto, obrigatoriamente com água, frutas e sementes.  Mesmo com muita chuva, eles, os passarinhos aparecem. 

O Chapim-azul informação aqui  é dos mais destemidos e, adora maçãs.

A partir de hoje, vou partilhar a variedade de espécies que passam pelo meu quintal com cenários feitos com flores da época e, outros acessórios. 

Espero que gostem.

Beijinhos e bom confinamento. 

Cuidem-se bem!

 

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Semear Alegria




Aqui, neste meio virtual, semeio esta alegria de cor com a esperança de deixar uma luz ao vosso olhar. É uma bênção poder fotografar uma seara de Pampilhos ainda em tempo de isolamento social. Deixo-vos este estado de graça de se viver na aldeia, como quem folheia as páginas de um livro maior de seu nome Natureza.


terça-feira, 17 de março de 2020

Dente de Leão



Como plumas suaves, um sopro e fogem-lhes os filhos do colo.



sábado, 14 de março de 2020

Este chão.


O chão é de flores silvestres, fresco e fantasioso até. Aparenta o brilho de diamantes, safiras, esmeraldas, sedas caras e veludos. Tudo humano neste imaginativo, quando a preciosidade é, apenas este frágil florir.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Birwatching, (8) Inverno.


Quando o tema são aves, a observação pode até ocorrer sem sairmos de casa. As grinaldas de Natal foram recicladas e penduradas nas árvores do quintal onde vamos colocando fruta, pois este tempo de inverno é escasso de alimento para os passarinhos. E desta forma, nem sempre tão natural da vida selvagem, eles vão chegando em dias de sol e de chuva.


Toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla) fêmea
*as fêmeas têm o barrete ruivo, nesta diferença só os machos têm o barrete preto aqui
Pardal-comum (Passer domesticus) (macho)
Chapim-azul (cyanistes caeruleus)



segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Suspende-se o tempo.








Seca e areada, pisamos terra como quem trinca açúcar com os dentes. As sensações e os sons do campo são infindáveis; naturais e mecânicos. Arredamos o milho alto como se fossem cortinas ásperas, e temos a nossa janela.  Suspende-se o tempo para o exposto que aqui deixo. 




terça-feira, 25 de junho de 2019

Lá pelo campo.









Lá pelo campo,  
Quiçá ser chão silvestre,
Ser rebelde
Ser ciclo fértil sem regra 
E ser enredo perfeito.
Lá pelo campo
Olhamos as flores e falamos desta complexidade.



sexta-feira, 10 de maio de 2019

Conversas de Maio e filmes do tempo.



Falámos da monotonia de um céu azul liso, e de como as nuvens acabam por nos agitar o modo de olhar o dia.  
Uma chuvinha miúda e um vento jeitoso que abana tudo o que é razoavelmente leve e frágil, provoca-nos. É um fervilhar no corpo, um frenesim que nos arrasta para fora de casa. E neste arrastar, uma fita de cinema de cenas verdes em cartaz, com entrada livre para todas as idades. Em intervalos aleatórios, bebe-se água da chuva em gota.


segunda-feira, 22 de abril de 2019

Páscoa e pecados da gula




Depois de limpas as almas, emergem os corpos virgens e primaveris numa sede imensa de sermos, novamente humanos. Não queremos ser puros por muito tempo. E corremos para casa silenciosos, com a cabeça a rebentar de tentações, já impuros. Porque queremos ser como o silêncio do campo. Um silêncio mentiroso; cheio de burburinhos de bichos, e roçar de ervas ao comando do vento. Tão bom, tão verdadeiro. Queremos ser assim, como este silêncio do campo,  gritar verdades, sussurrar coisas terrenas e plantar corações no nosso pecado. 

 páscoa de silêncios barulhentos e pecados da gula 
uma forma saudável de convívio para quem gosta de chocolate e bolo feito em casa - também tivemos coelhinhos e amêndoas de todas as cores

quarta-feira, 6 de março de 2019

Já vejo Papoilas no campo.




Já vejo papoilas no campo.

Um corridinho frenético, em chão de terra antiga.
Têm saias de minhotas, vermelhas e franzidas.
E rodam e rodam,
Como se o vento, lhes ensinasse o Vira.
Já vejo papoilas no campo.
Caules de Verde-gaio,
Encostados a muros velhos,
Eretos, livres, rebeldes.
Já vejo papoilas no campo,
Um alegre baloiçar.




terça-feira, 19 de junho de 2018

Dizer adeus à Primavera.

Texto e fotografia,mz


Quando calçamos as botas altas, botas do campo, que afogueiam agora que o calor aperta, nunca há desconforto - apodera-se de nós uma aventura campestre, o desejo e a expectativa das surpresas simples e silvestres. Ainda existe lama nas poças junto ao rio, e os arrozais estão verdes, tenros como quem acaba de nascer. Diz a mãe, que em Abril, já saiu a cobra do covil, por isso, as botas altas têm de ser calçadas para se fazerem estes caminhos. De manhã cedo, fotografa-se com poesia no olhar; é o campo - as ervas altas a perderem o viço, as estações a segredarem que o Estio se aproxima e dizemos:

- Adeus papoila e pampilho-das-searas, até à próxima Primavera!



terça-feira, 20 de março de 2018

Chão de Março

Texto e fotografia,mz



Chãos de Março e o Equinócio da Primavera. 
É hoje o primeiro dia e, dizem os sábios - o momento perfeito em que a noite é igual ao dia.

Os chãos da terra na aldeia estão assim; floridos, como se Deus, se nele acreditarem, os semeasse em toda a sua magnificência e simplicidade também. Num instante, era tudo terra e lama e, num instante, estas flores, todo este chão como um traçado divino a servir de tapete ao Equador Celeste.Toda a poesia da minha escrita e fantasia, naquilo que se chama, astronomia e astrofísica. Está louca - poderão dizer os sábios.Sabemos todos o que é o Equador Celeste? Está certo que não. O mais importante é sentir e ver que a mudança se faz no tempo certo. E as flores selvagens estão aí, sem mão que as semeasse.