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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Flores de inverno.





Quando escrevo as primeiras páginas da década, as flores estão cobertas deste janeiro branco. Lá, no jardim sempre que é inverno, encontro-as como um arrumo de gavetas cheias daquelas flores feitas de uma espécie de veludo. A macieza e a doçura como um pó de amor que só temos nos jardins das nossas mães. O trato como se fossem filhos e, o início de um livro com o frio conhecido no tempo certo. 

(clica nas fotografias para melhor imagem)


quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Último dia do ano.

 


Na mesa, uma toalha de recortes com todas as fotografias que nos cabem no coração. Desfiamos um rosário de máscaras, benzemo-nos em antissético e, rogamos calor de abraços e de beijos inocentes.  Suplicamos pela vida, imploramos os laços de sangue. Ano de cruz. Lá fora, a última lua cheia da década, o último dia do ano e, os amigos que não entram em casa. Prisioneiros e famintos, somos como lobos em matilha num dia frio de profundo inverno. Acendemos as velas, olhamos fixos a chama como se fosse verão e, acreditamos que não estamos sós.


(clica na fotografia para melhor imagem)


sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Um bocadinho de época e desejo de Boas festas.


Nos intervalos da chuva as vizinhas trocam hortaliças por tangerinas e ovos por nozes. Está tudo fresco, verde, arrebitado, e é de época. Já não se cortam pinheirinhos para levar para casa, mas nos caminhos da aldeia, as senhoras são hábeis nas suas bicicletas, e são fartas as ramadas de azevinho e cedro que equilibram nos cestos de vime dos seus transportes.

Este ano, o blogue faz esta partilha da aldeia, das coisas simples que aproximam as pessoas, e uma fotografia cá de casa, desejando que todo este brilho se materialize na Estrela-guia e me indique o verdadeiro caminho do Natal. 
A todos um feliz Natal. Boas Festas.