terça-feira, 20 de novembro de 2018

Soberba morte.




É o fim, a asfixia. 
O desmanchar da bainha, o correr do fio. 
E o desprendimento, é soberba morte. 
Fólio, sim.  Folha, se quiserem, nesta cor que me define. 
Improvável. 
Rosa, escarlate, laranja,
 e o vento, que  sepulta a cor. 
Sou árvore que me dispo, 
e vocês,
 os loucos, que olham os restos de mim.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Novembro.



Fechar a porta de casa e ir para lá da última estrada. Deixar o asfalto, pisar o chão de terra, pisar as lamas e atolar o coração nos afetos da chuva e da pouca luz que têm estes dias de novembro. Folhear a floresta e fundir o olhar com a tecnologia - trazer para casa fotografias como ilustrações vivas; brutas e mágicas visões. Beleza e perigo. Belo e feio. Doce e veneno. A vida e a morte. Afinal, assim são também quase todos os contos para crianças e abrem-se-lhes os sonhos e as dúvidas.







quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Momentos de outono na floresta



Manhãs pálidas de brumas finas, sem podermos ver a nitidez das coisas. Contornos de aparências sublimes, e até de encantamento, ou então, a nitidez dos verdes frescos e orvalhados, tenros e primeiros. Também tardes de sol, e chãos de rosa urze, a fazer lembrar um agasalho - o conforto. Um sol de outono com um poder enorme de dourar, não de envelhecer.