sábado, 22 de abril de 2017

Sob o signo de Carneiro



 Texto e fotografia,Mz



É um blogue sob o signo de carneiro. E foi ao fotografar estas simpatias muito curiosas e fotogénicas que me recordei desta deixa, para dar o mote de entrada a este post, ainda em mês de aniversário. Não contrariando o Zodíaco, eu, que dou vida a este espaço, continuarei teimosa nesta presença e entusiasmada numa espécie de aluvião de palavras e imagens. Afectos de um quotidiano simples que fazem parte da minha vida.






                                                                       Afectos e dúvidas



quarta-feira, 19 de abril de 2017

Oito anos de blogue

Texto e fotografia,Mz



Ainda se oferecem flores para festejar e, espero que nunca se perca esta delicada senda. Basta uma. Esta é uma rosa lilás que se partiu enquanto eu atravessava o quintal e, colocada no solitário aqui mesmo na janela da cozinha, o mesmo lugar onde estou a escrever, ganha uma espécie de sofisticação como se estivesse num hotel de 5 estrelas. A verdadeira magia da escrita e da imagem numa capacidade única de podermos contextualizar em exclusividade. Hoje já não oiço o mar nem as gaivotas como no primeiro ano e outros que se seguiram desde que este menino nasceu. Agora é a passarada inquieta, a floresta, o jardim e outros olhares, a mesma natureza, mas outros cheiros e outros tons. É o sentir de outras texturas e, sempre o mesmo afecto e a dúvida constante nas palavras que se soltam fácil em crónicas simples, por vezes gramaticalmente imperfeitas. 

Esta rosa, numa modesta intenção de festejo é como um parágrafo perfeito, e é para vocês que têm a gentileza de me visitar.




Afectos e dúvidas




Obrigada a todos os que passam por aqui. Aos primeiros, aos mais antigos, aos esporádicos, aos últimos, aos que me inspiram, aos que me referenciam. A todos. Obrigada. Eu, Afectos e Dúvidas, por cá continuarei.






segunda-feira, 17 de abril de 2017

Doces de Páscoa numa rivalidade entre as tias e eu.






Texto e fotografia, Mz


Arregalaram os olhos quando à mesa chegou por minhas mãos o tradicional pão-de-ló, receita delas, das tias, mas com uma decoração que nunca lhes tinha passado pela cabeça. Ensinaram-me tudo; a amassar, a envolver e, entre outros segredos, um dia falaram-me por alto, das pétalas de rosa cristalizadas que eram guardadas para comer como rebuçados nos tempos de antigamente, quando nem ainda se falava dos caramelos espanhóis. Esquecidas pelo tempo, exclamaram “ós” de espanto ao verem as delicadeza adormecidas na memória. Depois, a Pavlova este doce e delicado estrangeiro que andavam desejosas por provar, como se fosse um rapaz namoradeiro nos tempos de juventude. Aliviaram a gula dos doces e do queijo da serra com as frescas laranjas fatiadas em calda de açúcar e rum, sendo também uma novidade, diziam ser muito chique. E porque também eu tenho sempre algo para lhes ensinar, levaram para casa esta receita e as amêndoas na carteirinha de mão.
Afectos e dúvidas