domingo, 16 de abril de 2017

Flor de Marmeleiro e um bom domingo de Páscoa




Texto e fotografia, Mz


Dizem que este é, o Domingo de todos os domingos. 
Pois que se reinicie a esperança para quem acha que já não vale a pena um esforço que seja, para melhorar algo que, parece não ter volta. Que se cumpra uma espécie de ressurreição, em cada um de nós por todas as coisas que pensamos "mortas".

Um Viva à Vida!

Feliz Domingo de Páscoa




Afectos e dúvidas


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Fé sem preconceitos e boa disposição





 Texto e fotografia, Mz


Um sapateado suave em sapatos de domingo, fizeram o som de acompanhamento às Hossanas da procissão. Corria uma aragem com aroma de alecrim nos ramos colhidos dos jardins e dos quintais, ou mesmo, das beiras da estrada, umas pontinhas de oliveira. Eu assim o fiz e fui com as tias, com a minha fé plena e assumida, sem vergonha, porque na sociedade de hoje, tudo passa pelo escrutínio do preconceito. De verdade, é mais fácil ser ateu, irreligioso, ou espiritualista. E neste contexto de opções válidas ao ser humano, assinto que me faz bem acreditar numa demanda constante do mistério, que é Deus. Neste aparte, continuo esta crónica contando-vos que, depois da missa, as tias, em todos os domingos possíveis, é quase obrigatório uma paragem no salão de chá, onde se combinam caminhadas, encontros semanais e, onde também se fala dos filhos, dos netos, almoços de domingo e anedotas. Na alegria do convívio deste Domingo de Ramos, as tias não sabiam onde colocar os raminhos benzidos, se no colo, ou no chão. E nesta atabalhoada indecisão, por debaixo da mesa tocavam-me os ramalhetes nas pernas provocando-me cócegas e risos.



Afectos e dúvidas

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Passeios na floresta, mesmo ao pé de casa.








Texto e fotografia, Mz


Não esquecendo os arrozais, ao sul*, já vos contei das janelas viradas a norte* com a floresta a perder de vista. A perder de vista, digo eu, que quero que pareça assim, cenário idílico do que gosto, não passando pois, de um exagero ou ilusão, porque, a estrada é já a uns pequenos quilómetros. Mas se  não o sentisse assim, não o escreveria e, temos então aqui, uma floresta a perder de vista aos meus olhos e, à vossa imaginação. Ontem, foi o verde* deste Abril Primavera, seleccionado a propósito com tudo a rebentar de vida, hoje, os castanhos que parecem ter congelado o Outono. Pinhas, ouriços de castanheiro, um rolo de árvore cortada, cartucho de caça e, supostamente vida na teia. São os passeios com as tias, aqui na aldeia.






Afectos e dúvidas