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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Assim vai o Natal.



Não é por mal o "nascer" que o homem quer; as luzes e os brilhos da cidade, um bocadinho de felicidade, a alegria. A fantasia de se ser. O ter, inevitável - um pequeno aconchego do excesso, e o Menino, usado, chutado, esquecido. Sempre um turbilhão de gente, na quadra do Menino. Haverá também, a lembrança, esse despertar do propósito, o querer de uma Luz que aquece os corações. 
E assim é Natal. 
Assim vai o Natal.




quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A tranquilidade de um minuto.



Dias em que as águas sobem a correr na pressa de abraçar as árvores velhas, limpando passos, quiçá os meus. Fugazes momentos dos espelhos, a luz de cenário idílico. Mérito do primeiro sol que transforma o frio no ameno, e o escuro num olhar áureo. É o ´locus amoenus´ de um minuto. Com sorte, uma Garça* em terra, e o bucólico acentua-se como paisagem absoluta.

*Garça-branca-pequena (Egretta garzetta)






domingo, 14 de outubro de 2018

Neblina




Não há filtro para esta realidade.
Espessa, turva, desfocada.
É a cortina de sombras
A neblina da madrugada
A magia da hora.






segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Todos fossem assim, felizes.




Para eles não há fora do sítio. 
Tudo é lugar bom, tudo é chão para pisar e mais que houvesse.
Todos fossem assim felizes.




domingo, 7 de outubro de 2018

Fora do sítio.




De vez em quando, tudo sai do lugar habitual, e não falo de uma toalha no chão, da casa desarrumada, ou de um laço que se desapertou. É este mar calmo, quando o mar é norte e bravo. É este azul tão limpo, como se fosse Verão. Sair da terra onde as folhas já caem, e olhar um chão diferente. É este tempo, este Outono atrasado, fora do sítio.