As primeiras rosas do quintal e os romances de sempre, trazem
memórias das tias. Agora velhinhas e confinadas nas suas casas, dizem que têm olhos
de lágrimas sempre que olham nas paredes, os retratos de família. A saudade. A saudade
e o medo de voltar a sair e de não conseguirem caminhar direito pelas ruas com
os seus sapatos de saltinho.
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domingo, 10 de maio de 2020
quarta-feira, 15 de abril de 2020
Abril em casa e o confinamento.
No silêncio deste confinamento generalizado, ainda sentimos que
o melhor lugar é a nossa casa. O desafio de fotografar e passar uma mensagem de
harmonia do que vem de fora, e a capacidade de a transformar dentro das nossas
paredes, é um desafio. Deixo-vos uma espécie de cabaz fotográfico muito caseiro
dos meus dias, num sítio em que o alimento puro passa pelas palavras, pelo
emocional e espiritual, onde o aconchego acontece e também se come de tudo um
pouco.
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