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quarta-feira, 25 de abril de 2018

A marcar a Liberdade em Portugal.

Texto e fotografia,mz


 Não fiques indiferente, não deixes morrer o cravo!
25 de Abril 2018, 44 anos a comemorar a revolução - o fim de um regime de ditadura em Portugal.


domingo, 30 de abril de 2017

Postal e uma crónica de Abril

Texto e fotografia,Mz


É fácil plantar cravos – dizem-me as mulheres da aldeia enquanto me pedem os talos dos molhos que levei à sepultura do pai. O pai nunca foi à tropa, nunca lutou no Ultramar devido a um acidente que lhe deixou uma pequena deficiência no braço. Disseram-lhe que lhe atrasava as rajadas de metralhadora. Livrou-se da guerra. Culto e conhecedor de outras políticas, nunca se resignou à ditadura, tornando-se num outro guerreiro e, entre muitos, um dos perseguidos da PIDE - Polícia Internacional da Defesa do Estado Português à época. Frequentava as reuniões na penumbra da noite e as detenções foram acontecendo. A mãe rezava, nessas noites. Quando aconteceu o dia da libertação, a alegria foi fogo que lhe vinha da alma, como se lhe nascesse outro filho. A mãe chorava, porque não lhe saía do pensamento que tamanha conquista se poderia converter numa guerra civil. O caminho, com imperfeições fez-se com rumo e paz e eu, dou graças e festejo. Planto cravos no jardim, vermelhos como devem ser para que se alongue eternamente a memória destes que desfilaram altaneiros nos canos das espingardas em dia de revolução. A revolução que se converteu em poesia e sem haver comparação, ocorre-me que tivemos cravos e não rosas de Hiroxima.



memórias da revolução de Abril
Afectos e dúvidas




quinta-feira, 24 de abril de 2014

Sonho mau em Abril





Talvez porque a Páscoa foi há um par de dias, acordava o cordeiro rodeado de uma quantidade exacerbada de flores. Pensou que o tinham trazido para uma festa. Mas nada disso justificava o corpo quase inerte, os olhos mortiços e o coração a bater forte. Numa inexplicável ansiedade, estrebuchou. Os movimentos amarrados deram-lhe conta que todo aquele engalanar era um embuste. Os olhos tornaram-se vivos e sentiu que representava o sacrifício. Suspensos como sombras, movimentavam-se os machados que cortavam as conquistas e os cravos e quase, quase o aço a roçar-lhe a pele. 


mz




Imagem: tela de Josefa de Óbidos
Pintora Portuguesa aqui

sábado, 13 de julho de 2013

Depois das Cartas





Depois das Cartas.
Um governo com punhos de renda e intrigas palacianas numa república com amuos e arrufos governamentais. E enquanto o que era, já não o é, volatiliza-se. Emudece-se. Trocam-se os botões de punho, apara-se barba e cabelo e maquilha-se temporariamente o dueto desavindo. O governo. Uma coligação colada com cuspo e um poço de bactérias a branquear. É tudo uma questão de semântica, num contexto filosófico-político, em que urge um descodificador, pois já ninguém os entende e já ninguém os acredita. Está dito!


Mz


(a propósito das cartas de demissão do ministro das finanças e da sua susbtituição e também da demissão irrevogável do ministro dos negócios estrangeiros)


Imagem: pesquisa google 
na busca do pintor português  Nikias Skapinakis

sábado, 6 de abril de 2013

Delírio do Poder


 
Esquecem-se que a nação já não confia em quem compra livros à medida das suas estantes, nem em quem tem pianos numa casa onde se desconhece uma nota de música. Esta nação não é para vistas. Esta nação tem de ter dedos para tocar piano e olhos que leiam o que é imperativo.  Ainda assim, sem ética continuam firmes e delirantes com a fantasia de que no vale dos humildes, o povo continua a ofertar-lhes presuntos, galos, cabritos e vénias, esquecendo-se de que esse tempo já lá vai. Oh cabeças de vento no alto de uma Serra!
E é tão triste a ilusão de olhar o povo pequenino, tão pequenino.
 
Mz
 
 
Imagem: Tela-Michelangelo Buonarroti
(...face detail of god...)
aqui

domingo, 9 de setembro de 2012

O Noivo


O fato barato, as gravatas fora de moda e os óculos que não negam a miopia, passaram à história. Acabou-se a modesta imagem do rapaz de Vancouver. Eu canso-me de o olhar e tentar ver outra coisa, mas ele apresenta-se todos os dias como um noivo.

Os homens do povo vestidos com restos dos filhos passam a sesta à sombra da árvore mais antiga da aldeia e palitam os dentes em forma de reflexão. Soltam palavras de vez em quando dando azo à fantasia. E vêm o mesmo que eu. O Álvaro*, o emigrante que veio desposar o rosto cansado da economia portuguesa. É o noivo vaidoso que deixou a noiva só e quase abandonada depois de ter a aliança no dedo. A economia apenas lhe sentiu o sabor dos pastéis de nata naquele beijo fugaz e a cópula não se cumpriu. Veste-se de noivo todos os dias e, a noiva perplexa, espera o êxtase prometido.


Mz




imagem/Tela Ernest L.Kirchner

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mise-en-Scène


Também morremos se o pensamento atrofia, por isso, escrevo para afastar um certo medo de definhar. E escrevo um palco de actores vestidos a rigor. Depois, a plateia de pé sem aplaudir e a escorregar cada vez mais num verdete esperançoso. Lembro-me de alguém na banca das flores que diz que já não se gosta de cravos e uma florista a responder que eles nunca fizeram mal a ninguém. É tudo subjetivo ou então, uma forte convicção. Mesmo que não obtenha resposta, interrogo-me de que são feitos os cravos de hoje.
Parece-me ver apenas meia flor. Nos fatos dos actores, bandeirinhas de lata e gravatas verdes. Uma espécie de mise-en-scène. Acaso precisamos que nos lembrem quem somos, ou quem as usa terá necessidade de não se esquecer que são daqui e não de outras bandas?
De facto, nunca o verde esteve tão na moda e não me sai da ideia um certo ambiente clubístico que  dos cravos apenas mostram o caule, falta muito do resto...


imagem: Tela de Gustav Klimt



Original escrito e publicado...
Mz

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Acorda...



Alguém me soprou ao ouvido e disse-me baixinho que o Menino é só para enfeitar, está para ali esquecido... Shiuuu...
Entretanto, sentado numa cadeira de austeridade, Gaspar*, de voz mansa e arrastada, mete a mão no nosso bolso e corta-nos pacotes de felicidade. E para nós, tudo o que é mais, é apenas  menos. Acordem o menino! Um sopro natalício disse-me que só assim o tempo será de luz mesmo que as nuvens carreguem os dias de chumbo e cinza. A esperança tem de ser reinventada e a fé, renovada. Que se lixem os enfeites de rua este Natal... Acordem o menino, o vosso menino!





Se por acaso és de outro país ou planeta...
*Gaspar era suposto ser um Rei Mago com oferendas para o Menino, mas neste texto é apenas o Ministro das Finanças que nos oferece pacotes de austeridade.




Escultura de Étienne-Maurice Falconé



Com carinho
Mz

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Corta...


Lá dentro, não existe lareira de lume a sério, apenas uma máquina escondida que lança a temperatura certa. Entro e saio da sala com a conversa. A noite, sem lua clara é breu e o frio dá-me chicotadas nas pernas que mostro por vaidade, tanto cachecol e golas altas que me abafam o pescoço mas as pernas geladas! Cá fora, aquecem-me pessoas boas, amigas... amigas. Conversa-se sobre este estado de compromisso geral, as justificações deste estado social. Discutimos a desdita que nos andou a bater à porta com pancadinhas suaves. Tenta-se encontrar quem empurrou o carrinho da desgraça e nos levou encosta a baixo sem travões. Acidentes de percurso democrático. Não aceitamos que nos cortem sonhos e agora os tecnocratas frios aparecem e vêem apenas coisas, parecem esquecer-se das pessoas. Eles escolhem palavras colossais para definir e justificar esforço. Degolam, cortam e cortam, actuam ferozes agressivos com ar sereno. A voz é lenta, monocórdica, enfadonha que até apetece esganá-los, abaná-los e chamar-lhes nomes feios. Não adianta... o frio continua a chicotear-me as pernas.Voltamos para dentro rindo-nos e expressando ideias de como serão eles com uma mulher... lentos e monocórdicos, ou tecnicamente correctos? Bahhhhhhh Corta!




Imagem: Galeria de obras de  Ernest Ludwig Kirchner
Com carinho
Mz

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Este Outono...



Quase me apetece apagar o sol por uns momentos e este estado social inquieto para sempre! Temos este calor fora do calendário a dar-nos uma impressão que fomos de férias na época errada parecendo que tudo o resto está fora de tempo e não é nosso. A crise, a política, os cortes, o orçamento, os buracos, as notícias... Tudo isto cansa, satura, é negativo. Até o sol! É como se o diabo estivesse a cozinhar debaixo da terra, por cima da Terra e de todos as bandas uma ementa que inflama e definha. Eu sinto-me levemente cansada e já peço um pouco de chuva ou nuvens verdadeiras que acalmem este calor e me traga o ciclo natural das estações. Ainda assim, quase me dá comichão na pele as roupas de Inverno já expostas nas montras das lojas que desesperam sem facturarem. Já muitos  sentem impaciência e austeridade tendo  a noção da realidade e, não há sol nem tempos estranhos que os iludam. Contudo, existem pessoas que ainda se deleitam com este Outono tórrido, fantasiando que ainda escorre leite e mel nas suas vidas.



Imagem pesquisa:Google


Com carinho
Mz 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A escutar...


Não sou muito política, mas tento acompanhar e ouvir o máximo de debates para que possa conhecer e entender o que cada partido tem como solução para o nosso país, desta vez com a Troika a marcar passo. 
Com o mundo a fervilhar de acontecimentos e com os olhos postos neste rectângulo, continuamos com o nosso quintalzinho alvoroçado a contrariar todos os avisos de união necessária para levarmos avante a estabilidade e credibilidade internacional que nos é imperiosa. Quando precisamos de entendimento, temos um coelho que nos sai da cartola com um apartheid anunciado. Primeiro a uma rosa e depois a todo o roseiral. Não se augura nada de bom e isto vai arrasar com o resto que por si só já é muito grave. Tudo seria muito mais fácil se pudéssemos descartar jogadores eleitos democraticamente e enviá-los para o Tarrafal dando-lhes assim o castigo merecido pelas faltas cometidas num jogo que não se joga só. Visto isto, não iremos ter um teimoso mas sim dois teimosos como líderes dos maiores partidos políticos de Portugal. Vença quem o povo escolher, teremos de remar todos no mesmo sentido e, ter a consciência de que não se pode atear o ‘fogo da santa inquisição’ só porque um menino do coro não quer cá misturas. Tenham juízo e sejam os homens que tanto esperamos!


imagem: Google

Com carinho
Mz

segunda-feira, 21 de março de 2011

Primavera...



Já é primavera e os sorrisos murcham cada vez mais no meu país. Os olhos, não têm o sol que tanto querem. Os corações mirram desesperados quando o verde não é de esperança. Já é Primavera no meu país e as contas brotam, as falências atordoam os que já são e, os que passam a ser ainda mais, desempregados. E o povo... Ai o povo! O povo, baila triste quando o folclore já não é de tamancas nos pés, nem de saia rodada, nem de música de acordeão. O folclore é apenas o drama do meu país. E as cordas da guitarra partem-se sem se poder cantar o fado do povo que não lava no seu próprio rio há décadas, porque o homem polui as águas e esquece-se facilmente. Que política e que homens que não se entendem. Que homens que dizem e desdizem, que culpam e lavam as mãos. Já é Primavera e a Páscoa aqui tão perto. O sol que os olhos tanto querem, não virá com um messias no horizonte. Não virá de Belém, nem depois com os Passos. A Primavera para o meu país, apenas chegará carregando ainda mais o madeiro do povo. Não se iludam com frutos de sementes podres. Não se iludam com as flores desta Primavera. Já é Primavera!


Fotografia:toze (olhares)
Com carinho
Mz

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2011...


Têm tocado sininhos aos nossos ouvidos. Não são sininhos dourados e angélicos com toque de paraíso que nos acalmam e relaxam, não! E, aqui apetece-me pôr o indicador em riste porque, os sons destes sininhos são agoirentos e tão estridentes que ameaçam rebentar-nos os tímpanos. Para além dos sininhos, rodopiam as sombras do rabudo belzebu num zunzum que nos inferniza a expectativa de um ano esperançoso. Não vale a pena ser explícita e falar do estado da Nação e de toda a conjectura internacional. Vós sois pessoas inteligentes!

Sou da opinião de que não devemos sofrer por antecipação, mas o número deste novo ano de 2011 remete-me para um imaginário de gigantescas sombras alongadas e soturnas com apêndices a rabearem como caudas peçonhentas. Cortamos um mal e logo se forma outro. É que não consigo ver este número onze de outra forma. Acho que a culpa é dos tais sininhos agoirentos de que falo lá em cima.

Quero espantar este rabudo Belzebu que me azucrina e me faz ter um pé no céu e outro no inferno. Quero entrar com o pé direito neste novo número apanhá-lo com unhas e dentes e acreditar que nem tudo vai ser tão duro.

A todos os que me lêem desejo um Bom Ano... e lutem com todas as armas!




*★ ★* 。 • ˚ ˚ ˛ ˚ ˛ ••。★★ 。* 。
° 。 ° ˚* _Π_____*。*˚
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˚ ˛ •˛• | 田田|門| Um Feliz Ano 2011!




imagem daqui

Com carinho
Mz