As cerejas deste ano
comem-se em toalha de luto, eu sinto-lhe um vermelho negro na sua doce acidez. As
cerejas deste ano, são arrecadas pesadas, pingentes retorcidos, rendilhados
antigos com meneio de fado. Comem-se. Comem-se cerejas de boca cerrada enquanto
se murmuram cadilhos de vida.
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quinta-feira, 11 de junho de 2020
quinta-feira, 7 de junho de 2018
Tanta Asa nesse Voo.
Texto e fotografia,mz
Traçando o céu, um voo de bando livre
Airosas, rasgando o vento frio deste Junho,
Tanta asa, tanta asa nesse voo.
Serenas de peito branco, como brancas as espumas,
E na soltura da vaga, tanto mar, tanto frio deste Junho.
Tanta asa, tanta asa nesse voo.
No chão de areia, a
macieza, o repouso,
Sobejo de sal como se
fosse colo, como se fosse casa.
Desaparece assim, asinha,
este frio mês de Junho.
Tanta asa, tanta asa
nesse voo.
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Em tom de poesia,
fotografia,
primavera fria
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Quando se revelam as cores dos pássaros.
Texto e fotografia,mz
Maio em exaltação quando se revelam as cores dos pássaros, a
graça das poses e a delicadeza dos bicos que também aguilhoam. Um aguilhoar
natural, sem as políticas do homem. São pássaros em sobrevivência. São
pássaros. Como eles, apenas o seremos na poesia. São nossos bicos, as bocas que
adoçam e que lançam o fel da guerra, nas palavras que saem. Somos homens,
não somos pássaros.
Etiquetas:
Em tom de poesia,
fotografia e prosa,
reflexão
quarta-feira, 9 de março de 2016
Nos intervalos, uma fotografia - Chuva de Março
É uma chuva miúda, de Março.
Quase invisível.
É
aprumada,
em linha e sem vento nem agitação de ramadas.
A chuva é calma e tem o
som dos pássaros.
Aqui,
no meu quintal.
mz
fotografia
da minha autoria,
Mz
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